Mundo
Guerra no Médio Oriente
Ataques israelitas na Faixa de Gaza matam várias pessoas
Ainda vigora o cessar-fogo, mas as forças israelitas voltaram a bombardear a Faixa de Gaza. As equipas médicas e de resgate palestinianas confirmaram a morte de pelo menos nove pessoas, em resultado destes ataques aéreos.
Apesar do cessar-fogo acordado em outubro de 2025, a Faixa de Gaza continua a ser assolada pela violência.
Um ataque com um drone no campo de refugiados de Jawzat, na Cidade de Gaza, matou este sábado seis pessoas e feriu outras 15, indicou a organização de primeiros socorros Defesa Civil. As mortes foram também confirmadas pelo hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza.
Já na região sul foi morto um homem num ataque contra uma tenda com deslocados.
O hospital Nasser, em Khan Younis, informou que o corpo do palestiniano de 25 anos foi transferido para a unidade, onde também foram tratados vários feridos.Trata-se de Muhannad Othman Farwana, que Israel apelidou de "terrorista".
O exército israelita reivindicou a responsabilidade pela morte de Muhannad Farwana num "ataque de precisão", descrevendo-o como "comandante de célula" do braço armado do Hamas.
"Alvejamos terroristas nesta área", anunciou o exército israelita à AFP, sem fornecer mais detalhes.
A Defesa Civil atualizou, mais tarde, o número de mortos destes ataques para pelo menos nove.
Hamas condena o "massacre horrível"
O grupo xiita palestiniano condenou o ataque de Israel a um acampamento de tendas na Cidade de Gaza, que matou pelo menos cinco pessoas esta tarde.
"A ocupação israelita cometeu um massacre horrível contra crianças e mulheres, numa escalada contínua da guerra de extermínio contra civis", disse o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, num comunicado divulgado no Telegram.
De acordo com o mesmo responsável, o ataque mortal coincide com reuniões que estão a decorrer na capital egípcia, no Cairo, para discutir a implementação de um acordo de "cessar-fogo" mediado pelos Estados Unidos, que Israel tem violado repetidamente desde que entrou em vigor no ano passado.
“Isto confirma que a ocupação está a trabalhar para minar e destruir o acordo”, afirmou o comunicado.
"A ocupação israelita cometeu um massacre horrível contra crianças e mulheres, numa escalada contínua da guerra de extermínio contra civis", disse o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, num comunicado divulgado no Telegram.
De acordo com o mesmo responsável, o ataque mortal coincide com reuniões que estão a decorrer na capital egípcia, no Cairo, para discutir a implementação de um acordo de "cessar-fogo" mediado pelos Estados Unidos, que Israel tem violado repetidamente desde que entrou em vigor no ano passado.
“Isto confirma que a ocupação está a trabalhar para minar e destruir o acordo”, afirmou o comunicado.
Segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos, 951 palestinianos foram mortos desde o início do conflito.
C/agências